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10/07/2008

PPS diz que investigação de corrupção não pode se transformar em guerra de torcidas de Lula e FHC







Foto: Tuca Pinheiro
PPS diz que investigação de corrupção não pode se transformar em guerra de torcidas de Lula e FHC
"O PPS quer e luta pela apuração. E mais, temos que acabar no país com essa idéia de que o combate a corrupção tem que ser feito por torcidas. Torcida do governo Lula e torcida do governo FHC. Por favor! Alguem quer lá saber qual é o governo! Isso não importa. O que o Brasil exige é que se combata a corrupção, seja que governo for, atinja quem atingir", diz Freire.


Por: Diógenes Botelho

O PPS defende a ampla e rigorosa apuração do escândalo de corrupção que tem como centro as atividades ilegais do banqueiro Daniel Dantas e do megainvestidor Naji Nahas. Para o partido, o caso, que envolve interesses políticos do atual governo e de administrações passadas, não pode se transformar em uma espécie de "guerra de torcidas" entre defensores de Lula e FHC. A legenda ainda considera um equívoco do Judicário a soltura do banqueiro, que comprovadamente tentou subornar um delegado federal para ter seu nome e de familiares retirado do inquérito que investiga a lavagem de mais de US$ 2 bilhões em paraísos fiscais.

O presidente nacional do PPS, ex-senador Roberto Freire, alerta que as disputas internas dentro da Polícia Federal, a falta de pulso do ministro da Justiça, Tarso Genro, e as tentativas de aparelhamento político da instituição federal com intenções eleitorais podem prejudicar a elucidação do escândalo, que se configura num emaranhado de denúncias que envolvem corrupção, suborno de agentes públicos para a obtenção de informações privilegiadas do mercado financeiro, negociatas em torno da venda de companhias telefônicas, entre outros crimes. "O PPS quer e luta pela apuração. E mais, temos que acabar no país com essa idéia de que o combate a corrupção tem que ser feito por torcidas. Torcida do governo Lula e torcida do governo FHC. Por favor! Alguem quer lá saber qual é o governo! Isso não importa. O que o Brasil exige é que se combata a corrupção, seja que governo for, atinja quem atingir", diz Freire.

Para o ex-senador, estamos num perigoso terreno em que as instituições começam a entrar em confronto na forma de se relacionar entre si, e de se relacionar com a cidadania. "É uma quadro preocupante, onde a importância do combate a corrupção fica em segundo plano diante das cansativas disputas entre adeptos dos governos anterior e atual, além das lutas internas do PT e que se refletem no governo e em especial no uso indevido da Polícia Federal", avalia Freire. Segundo o presidente do PPS, o que o partido e a sociedade querem é que as instituições funcionem e que tudo seja investigado a fundo, independente de saber quem vai ser investigado ou não.

Para Freire, o mais grave de tudo não é um certo espetáculo que existe nas ações da Polícia Federal, inclusive com a participação, com exclusividade, de veículos de comunicação de massa nas operações. "O problema grave é a disputa interna com embates de grupos antagônicos, formados por delegados e agentes, interferindo nas investigações. O que o país precisa é de uma Polícia Federal que investigue, que apure efetivamente e combata a corrupção. É isso que a sociedade espera".

Ele ressalta ainda que essa briga interna da PF pode atrapalhar a investigação. "A imprensa está mostrando o tempo todo as brigas da Polícia Federal. Você tem a Abin metida no meio da Polícia Federal. Esses fatos e mais o tipo de interferência da agencia nacional de espionagem, não deixam de ser preocupantes". Para Freire, a sociedade precisa estar alerta para a tentativa de aparelhamento da PF. Ele lembra que o ministro da Justiça, Tarso Genro, já se envolveu no episódio vergonhoso da deportação dos atletas cubanos que haviam pedido asilo político ao Brasil, a ponto de ser comparado ao famigerado e de triste memória Felinto Muller. "O uso indevido da Polícia Federal por esse ministro é evidente".

Soltura de Dantas

Sobre a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, de soltar Dantas e outros presos na operação, Freire diz que decisão judicial se cumpre, mas se discute. "Eu acho que foi um grave equívoco, até porque quem tenta corromper um delegado que está investigando para se livrar de um processo, evidentemente tem que ser preso para não interferir na continuidade das investigações. Nesse caso, na nossa opinião, o Judiciário não cumpriu o papel que deveria exercer em toda essa questão. A soltura do principal suspeito é algo que não colabora com a investigação". O presidente do PPS lembra ainda que uma das coisas que chamam a atenção nesse suceder de operações de nomes muito criativos da Policia Federal, "e que trazem preocupações do partido e, creio que da sociedade, é a quantidade muito grande de prisões - estimo mais de seis mil nos últimos 10 anos - e um número muito pequeno, quase irrelevante, de processados e, principalmente, de punidos". Dantas voltou a ser preso nesta quinta-feira, desta vez preventivamente, a pedido da 6 Vara Criminal de São Paulo. No entanto, na sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes mandou que ele fosse solto novamente.


Suspeitas de negociatas

Outro fato grave, resssalta o presidente do PPS, é que mais uma vez o círculo íntimo do presidente Lula é envolvido em um esquema de corrupção desbaratado pela Polícia Federal. A Operação Satiagraha, que culminou com a prisão do banqueiro Daniel Dantas, do megainvestidor Naji Nahas e do ex-prefeito Celso Pitta, trouxe de volta ao noticiário policial a ministra da Casa Civil Dilma Roussef, o ex-ministro José Dirceu, o ex-ministro Luiz Gushiken, o ex-deputado Eduardo Greenhalgh, e o compadre de Lula, advogado Roberto Teixeira. "Eu só espero que a Polícia Federal vá além do espetáculo e investigue a fundo o envolvimento de pessoas ligadas ao governo com o escândalo", diz.

Uma das preocupações de Freire se refere a notícia veiculada pela imprensa de que a operação da PF teria sido "congelada" até a realização da venda da Brasil Telecom para a Oi. Na avaliação do presidente do PPS, o caso apurado pela PF tem ligação direta com disputas comerciais iniciadas no governo Lula como, por exemplo, a fusão das teles. "Sabíamos que havia o grupo Gushiken e o grupo Zé Dirceu em lados apostos. E esse Dantas era um dos elementos importantes em toda essa disputa, com a capacidade que ele tinha de sempre estar no centro de grandes negociatas envolvendo todo o governo", lembra o presidente do PPS.

A promiscuidade entre membros do governo e a iniciativa privada chega a tal ponto, ressalta Freire, que há receio que nem tudo seja apurado. "Já está no noticiário, de novo, o compadre de Lula. A Dilma volta a ser a dama do noticiário. O Delúbio (ex-tesoureiro do PT) está lá também, o Zé Dirceu, que tem o dedo em tudo. Infelizmente é a mesma trama do mensalão". Os personagens citados pelo presidente da PPS são citados nas investigações de PF como "fontes" do governo que eram acionadas pelos membros da quadrilha.

Mensalão

A investigação que apura a lavagem de cerca de US$ 2 bilhões teve origem no escândalo do mensalão. Na época, Marcos Valério, o operador do esquema de compra de deputados com dinheiro público, recebeu dinheiro das empresa de Daniel Dantas. Segundo a Polícia Federal, a operação Satiagraha nasceu de dados obtidos pela CPI dos Correios de que as empresas Telemig Celular e Amazônia Celular, controladas à época pelo Opportunity, de Dantas, injetaram recursos nas agências de publicidade DNA e SMPB, de Valério. Segundo relatório da comissão, as teles eram controladas pelo Opportunity Fund, com sede no paraíso fiscal das ilhas Cayman, acusado de movimentar dinheiro ilegalmente no exterior. Telemig e Amazônia Celular pagaram às agências de Valério R$ 152 milhões, de 2000 a 2005, sendo um dos principais clientes do empresário.

'Infelizmente é mais um escândalo que se associa a essa série interminável de falcatruas do governo Lula. Alguém pode dizer que no Brasil sempre houve corrupção e que alguns desses corruptos tem vida de crimes bem mais longa que o tempo do governo Lula. Mas nesse governo as práticas de corrupção se tornaram corriqueiras", finaliza Freire.


Matéria atualizada.





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