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05/06/2008

Freire: caso Varig foi negociata que deve ser apurada pelo MP







Foto: Tuca Pinheiro
Freire: caso Varig foi negociata que deve ser apurada pelo MP
Freire: “Mal terminou, de forma melancólica, a CPI dos cartões corporativos e a ministra Dilma (Rousasef) volta ao centro de um processo de escândalo e corrupção, denunciado por alguém de dentro do núcleo do governo do PT, uma mulher que trabalhou com o ex-ministro José Dirceu”.


Por: Valéria de Oliveira

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, defende uma investigação, pelo Ministério Público, das denúncias feitas pela ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Denise Abreu, de que a Casa Civil favoreceu um fundo americano na compra da Varig, conforme publicou o jornal O Estado de São Paulo nesta quarta-feira. “O governo desmoralizou o Congresso e o instrumento da CPI; cabe à oposição denunciar e ao Ministério Público desvendar essa negociata”, sugeriu. Segundo Freire, infelizmente, a agenda do país continua a ser a “ladroagem, a roubalheira, a corrupção”.

O ex-senador disse que o governo Lula inviabiliza uma discussão elevada dos problemas nacionais, como a volta da inflação, porque está sempre se envolvendo em escândalos. “Mal terminou, de forma melancólica, a CPI dos cartões corporativos e a ministra Dilma (Rousasef) volta ao centro de um processo de escândalo e corrupção, denunciado por alguém de dentro do núcleo do governo do PT, uma mulher que trabalhou com o ex-ministro José Dirceu”, observou. Freire insiste que “malfeitos da base aliada, do alto escalão do governo provam que a sociedade tenta qualificar o debate, mas o governo está sempre baixando o nível e desqualificando-o”.

Compadre


Freire acha que não está evidente o papel do compadre do presidente Lula, Roberto Teixeira, no episódio do favorecimento do fundo comprador da Varig, mas lembrou que em todos os “negócios escusos ou não muito claros” envolvendo o PT e o governo ele é um dos principais personagens. “É realmente uma coincidência muito grande”, ironizou. Na avaliação de Roberto Freire, “se o Congresso estivesse cumprindo seu papel de um poder efetivo da República, seria um grande ator numa investigação séria sobre o caso Varig; mas como ele encontra-se em processo de degradação, cabe à oposição fazer ecoar na sociedade as informações levantadas pela imprensa investigativa e pelo Ministério Público e à Justiça punir os responsáveis”.

Negociata


A operação de compra da companhia aérea foi feita em duas etapas. Primeiro, em julho de 2006, a Varig, endividada, foi vendida para a VarigLog (a transportadora de cargas da empresa). Depois, em março de 2007, a VarigLog repassou-a para a Gol. Os donos da transportadora de cargas eram o fundo de investimento americano Matlin Patterson e dois sócios brasileiros.

Denise Abreu afirmou ao Estado de São Paulo que Dilma Roussef impediu-a de pedir os documentos para verificar se os brasileiros não eram “laranjas”. A ministra teria argumentado que a origem do dinheiro da compra era difícil de ser provada. A documentação era necessária para conferir se a legislação brasileira que estabelece o limite de 20% de capital estrangeiro em empresas aéreas estava sendo cumprida.

Dilma, segundo Denise Abreu, não quis que fossem exigidas as declarações de Imposto de Renda sob a justificativa de que “no Brasil é comum sonegar imposto”, conforme declarou a ex-diretora da Anac ao jornal.

Roberto Teixeira era o advogado que representava a VarigLog. Um dos sócios da companhia afirmou que a influência dele foi decisiva na realização da compra e que, pelo seu desempenho, o compadre do presidente recebeu US$ 5 milhões. “Há elementos que demonstram ter sido uma grande negociata”, acusa Freire.





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