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26/02/2019

Bancada do PPS na Câmara reage à polêmica do MEC em obrigar escolas a fazerem propaganda para governo







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Bancada do PPS na Câmara reage à polêmica do MEC em obrigar escolas a fazerem propaganda para governo



Por: Imprensa PPS-PE

Deputados federais do PPS foram às redes sociais para criticar o que classificou de "abuso" do Ministério da Educação em enviar oficio às escolas do país para que mensagem governamental e usada na campanha de Jair Bolsonaro fosse reproduzida entre alunos e professores.


A reação é uma resposta à decisão do ministro Ricardo Vélez Rodriguez que enviou para todas as escolas públicas e privadas do país um e-mail pedindo para que, no primeiro dia de aula, o corpo docente e discente acompanhasse a leitura de uma carta do próprio ministro que dizia o seguinte: "Brasileiros! Vamos saudar o Brasil dos novos tempos e celebrar a educação responsável e de qualidade a ser desenvolvida na nossa escola pelos professores, em benefício de você, alunos, que constituem a nova geração. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!".


O último trecho é slogan de campanha usado para eleger Bolsonaro. "Eu sou patriota. Exatamente por isso, não apoio iniciativas que se valem do patriotismo para promoção de qualquer governo que seja. O MEC erra ao impor o uso da estrutura do Estado para divulgar valores da gestão. Erra também ao propor violação do direito de imagem de crianças", disse Alex Manente, na sua conta no Twitter.


Também pelo Twitter, o líder do PPS, Daniel Coelho (PE), também criticou o expediente usado pelo MEC. Coelho afirma que não é contra a orientação para que se cante o hino do Brasil nas escolas. O problema, segundo ele, é a propaganda político/eleitoral embutida no ato do governo.


"Não há problema em cantar o hino nacional nas escolas. O hino é de todos os brasileiros. O problema é a recomendação para que seja lido o SLOGAN de campanha do presidente eleito. Isso é um abuso a liberdade democrática", registrou o deputado pernambucano.


Ex-ministro da Cultura, o deputado Marcelo Calero (RJ) também criticou a decisão do MEC. "Caros, nada de errado com o hino, ao contrário. Quando eu era secretário de Cultura, criamos um programa em que estimulávamos o uso da bandeira, brasão e hino do Rio ("Cidade Maravilhosa"!). Cidadania! O condenável é valer-se dessa louvável iniciativa como ação governamental, com slogan e tudo!", registrou Calero.


Eleita pelo Distrito Federal, a deputada Paula Belmonte (PPS), também discorda do email remetido para as escolas. "Discordo da recomendação do ministro @ricardovelez, para que filmem as crianças das nossas escolas cantando o Hino Nacional. Usar a máquina pública para divulgação de algo que é do governo, é político, e lutamos contra qualquer ideologia dentro das nossas instituições", postou a deputada nas redes sociais.


Após a repercussão negativa, o ministro Ricardo Vélez deverá retificar, segundo informa a Rádio Jovem Pan, o e-mail enviado às escolas que exigia também que os alunos fossem filmados e as imagens remetidas para o governo.


 





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