Você não está logado | Entrar
16/07/2009

Artigo do deputado federal Arnaldo Jardim: "Eficiência Energética"




Por: Mauricio Huertas

Eficiência Energética


 


Os programas de eficiência energética ganham, cada vez mais, espaço no setor produtivo como um diferencial de competitividade e de responsabilidade socioambiental, ainda mais em tempos de crise econômica e de crescente preocupação com o aquecimento global. Em suma, os recursos gastos na implantação de medidas voltadas para a racionalização no uso de energia e de consumo de água não são mais considerados gastos, mas sim investimentos futuros, capazes de fazer a diferença em um mercado global marcado pela necessidade de atender novas normas ambientais.



Diante desta nova realidade, se realiza o 6º Congresso Brasileiro sobre Eficiência Energética, que também abrigará a ExpoEficiência Energética 2009 e a Rodada de Negócios em Eficiência Energética. Os eventos simultâneos organizados pela Abesco (Associação Brasileira de Empresas e Serviços de Conservação de Energia) são oportunidades para que possamos conhecer o que há de mais moderno em tecnologias e práticas mais eficientes de produção, no sentido de transformar o combate ao desperdício em lucro e competitividade para as empresas.    



No mundo globalizado, práticas empresarias de longo prazo em prol da sustentabilidade tornaram-se uma tendência irreversível, impulsionando profundas transformações nos custos, processos e no desenvolvimento de novos produtos. O que hoje ainda é uma exceção, dentro em breve se tornará uma regra. Todavia, a iniciativa privada não pode arcar sozinha com o ônus desta mudança de paradigmas, cabe ao poder público, via governos federal, estaduais e municipais, além do Legislativo, nas diferentes esferas, elaborar e implantar políticas públicas que incentivo às práticas ecoeficientes no chão da fábrica.



Na Comissão de Minas e Energia da Câmara, coordeno um grupo de trabalho para tratar especificamente sobre a questão da eficiência energética. Reitero que a redução de tributos sobre produtos capazes de poupar energia, a ampliação da atuação do Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e a adoção de campanhas permanentes para motivar a população a práticas de consumo inteligente e racional energético são medidas importantes, mas ainda tímidas. A tarefa do grupo de trabalho é também contribuir para a elaboração da Política Nacional de Eficiência Energética.



Para o estudo “Como colocar a política climática de volta no caminho”, desenvolvido pela LSE (London School of Economics and Political Science) e pelo InSIS (Instituto para a Ciência, Inovação e Sociedade), ambos da Universidade de Oxford, as alternativas para que a política climática mundial funcione são aquelas focadas na racionalização e redução do consumo de eletricidade e também na descarbonização do abastecimento de energia.



O grupo Energias de Portugal (EDP), por exemplo, está realizando uma ação nacional que consiste na distribuição de 400 mil lâmpadas eficientes a moradores de baixa renda dos bairros históricos. O Projeto ECO, integrado ao Plano de Promoção de Eficiência no Consumo da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos de Portugal (ERSE), será implantado em todo o país até o final do ano e permitirá uma redução de 161.160 MWh [cerca de 30%] no consumo nacional de energia, evitando também a emissão de 60 mil toneladas de CO2 para a atmosfera.



O Ministério Espanhol de Indústria, Turismo e Comércio distribuirá 44 milhões de lâmpadas de baixo consumo em todo o país, a fim de reduzir em 0,7% o consumo nacional de eletricidade. O programa "Com tua economia todos ganhamos. Cada pequeno gesto conta" atingirá cerca de 20 milhões de residências.



O Pacote de Casas Eficientes Energeticamente do governo australiano está investindo US$ 42 bilhões (R$ 84 bilhões) para assegurar às pessoas que procuram emprego, além de uma nova oportunidade, o  treinamento em eficiência energética. O governo assinou um memorando de entendimento com associações da indústria e com agências de emprego, para viabilizar as medidas do pacote. Paralelamente, anunciou que modernizará o processo para que as empresas melhorem suas iniciativas voltadas ao consumo de energia e à redução de emissões de gases de efeito estufa.



Em São Paulo, estou empenhado na implantação de política pública para estabelecer os “Municípios Energoeficientes” e saúdo a parceria entre os municípios de Barra Bonita e Jaboticabal com a ABESCO, pois certamente serão referenciais para esta iniciativa.



Fiz uso de políticas públicas em diversos países, sejam eles desenvolvidos ou emergentes, para demonstrar que é possível encontrar alternativas economicamente corretas para reduzir os elevados custos do desperdício e estimular a racionalização, mas precisamos tratar a questão da eficiência energética de forma estrutural a partir de uma Política Nacional de Eficiência Energética.


 


Deputado Arnaldo Jardim – integrante do Grupo de Trabalho sobre Eficiência Energética da Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal.





Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 146 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Deixe seu comentário
Bloqueado
É preciso estar logado para deixar um comentário.
Clique aqui, cadastre-se e participe!!


Este conteúdo tem 0 comentário(s)





Enquete


Qual o maior problema de São Paulo em 2010?


Trânsito
Poluição
Falta de vagas em creches e escolas
Falta de moradia
Falta de leitos hospitalares / medicamentos
Crise econômica / desemprego
Opa, selecione uma opção.










Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação | Hospedagem e Manutenção:Núcleo de Tecnologia do PPS
© Partido Popular Socialista - PPS (2008)